[ESPECIAL] Conheça os adversários do Drones Ijuí na Copa Sul

A IV Copa Sul de futebol americano começa neste sábado, dia 13, para o Drones Ijuí. Depois de uma boa participação no campeonato gaúcho, a equipe local busca melhorar sua representatividade no sul do País e evoluir em estrutura e organização. Tanto que buscou e conseguiu uma parceria com o Esporte Clube São Luiz para a utilização do Estádio 19 de Outubro. As quatro partidas do Drones na primeira fase serão em Ijuí. Todas na baixada. Mas, quem são os adversários? Neste especial, apresentamos as datas dos jogos e um pouco do histórico e da preparação dos oponentes dos zangões na competição.

13 de agosto – Drones x BULLS FA

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O Bulls é de Porto Alegre. Nasceu em 2007, mas com outro nome. Em seu site, o Bulls informa que “jogadores de outra equipe porto-alegrense que, por não concordarem com a política do time, acabaram se desvinculando e criando o Porto Alegre Predadores” Em 2010, passaram a adotar o nome atual e as cores preto, vermelho e branco. As transformações, porém, não pararam. Recentemente o clube perdeu muitos jogadores e um treinador. Com isso, precisou se reorganizar. Inclusive, um treinador norte-americano foi contratado. Conforme o diretor de Football da equipe, Mauro de Castro, declara que a equipe treina de duas a três vezes por semana. O elenco está com cerca de 60 jogadores treinando forte e a Copa Sul vai servir para testar o trabalho realizado até agora:

Um dos métodos de captar players para a equipe é por seletivas (try-out). Conforme Mauro de Castro, o clube não tem sido muito rigoroso, já que muitos que participam nunca jogaram. Portanto, não tem experiência. Assim, os avaliadores consideram a habilidade física e a inteligência dos participantes em ler o jogo. Sobre a tabela, ele afirma que a distribuição ficou “equilibrada”. A respeito de gerenciar um clube de futebol americano no Estado, admitiu que hoje é difícil, mas demonstra otimismo após a realização do Gigante Bowl – a final do Gauchão da modalidade – que foi disputado no Beira-Rio.

“O futebol Americano não está apenas na TV. A gente já encontra pessoas falando do esporte naturalmente no bar, na roda de amigos… a dificuldade vai mudar aos poucos”

A respeito do trabalho com categoria de base, Mauro disse que um trabalho assim precisa ser feito com qualidade e planejamento. Esse aspecto do esporte, segundo ele, não passa apenas por trabalhar a parte técnica e física. Depende até mesmo do modo como se fala com os alunos.

“Se trabalharmos com uma estrutura, vamos garantir um futuro para a criança que saberá como se portar dentro de campo”

A região metropolitana do Rio grande do Sul concentra boa parte dos times de futebol Americano do Estado. Com isso, há uma “briga” pela fidelização da torcida, já que vários times competem dentro de um mesmo nicho. O diretor de futebol do Bulls comenta que o público ainda é formado em boa parte por familiares. Assim, as equipes do interior detém uma vantagem nesse sentido.

“Eu assisti a um jogo do Santa Maria Soldiers em Santa Maria. A torcida era todo do time da casa.”

Essa realidade poderá ser experimentada na estreia do Drones na Copa Sul 2016, no Estádio 19 de Outubro. Para Mauro de Castro, os times precisam reconhecer o esforço que os próprios adversários fazem para alavancarem a modalidade.

03 de Setembro – Drones x RESTINGA REDSKULLS

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O segundo oponente do Drones na competição também é gaúcho e tem um ano de fullpad. O Restinga Redskulls não é estreante na Copa Sul. Já jogou a edição de 2015 e duelou com os ijuiense. Conforme o presidente do clube, Rafael Gomes, boa parte do elenco mudou devido a “alteração nas regras” dos Caveiras. Trinta foram dispensados. Segundo ele, foi exigida mudança na postura dos players. Essa evolução foi possível após a participação na edição anterior da Copa.

Ele salientou que, no Gauchão, a pré-temporada foi apressada e o time não conseguiu se preparar da maneira como gostaria. Ainda assim, a avaliação da participação no estadual foi boa. O Redskulls só parou na semifinal, derrotado para o Juventude FA por 38×00. Antes, passou pelo Porto Alegre Pumpkins por 30×26, num dos melhores duelos do estadual desse ano e um dos embates mais complicados em que o Restinga já atuou.

“Nossa participação foi maravilhosa. Fomos até onde podíamos com o elenco que tínhamos”.

Sobre o embate com o Drones, explicou:

“Não esperamos vida fácil contra o Drones. Eu acompanho os times e é uma equipe que está evoluindo rápido”

Rafael Gomes não duvidou na hora de apontar um favorito na Chave Sul: Criciúma Miners. O presidente do Redskulls ainda falou sobre como anda a parceria com o ex-jogador de futebol, Tinga, que é o embaixador da equipe.

17 de Setembro – Drones x ITAJAÍ DOCKERS

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Bejamin Lechuga é o presidente do Itajaí Dockers. A equipe participa de seu primeiro campeonato e já abriu a competição. A estreia dos catarinenses ocorreu contra o Criciúma Miners. Perderam por 16×00. A equipe foi formada após a desintegração de uma equipe de Balneário Camboriú. Hoje são 80 atletas nos Estivadores. Até então, os jogadores tinham sido testados em um único amistoso, que contou com mais de mil torcedores. Conforme Benjamin, a ideia é ganhar força para o ano de 2017.

Segundo ele, a preparação para a Copa Sul se baseou em training camps com o White Sharks de Itapema. O clube também busca aumentar seu material de jogo. Além disso, o Dockers corre ainda atrás de equipamentos para melhorar o nível técnico.

Para o duelo com o Drones, a equipe viajará já na sexta-feira a noite. O desgaste da viagem poderá ser um triunfo. Tanto que o presidente Lechuga joga o favoritismo para os zangões, que atuarão em casa. Será o único confronto fora do Dockers.

Um ponto sensível nas equipes é o setor financeiro. Nesse sentido, os Estivadores se valem de patrocinadores e, principalmente, da mensalidade cobrada dos jogadores.

“O retorno do futebol americano no Brasil ainda não é atrativo. Nós ainda dependemos muito da permuta. Mas nosso diferencial é o papel social e isso está aumentando a presença comercial dos times de futebol americano”

Para o futuro, a intenção é crescer de maneira sustentável e rápida e poder ter condições de buscar título nacional dentro de três anos. Para tanto, há investimento em categoria de base. São cerca de 40 jovens trabalhando visando a reposição do elenco. O benefício desse trabalho, segundo Benjamin, é que hoje muitos jogadores adultos ingressam num time sem ter experiência. Com a base, quando o garoto atinge a idade para participar da equipe, já tem cerca de cinco anos de experiência no esporte.

08 de outubro – Drones x CRICIUMA MINERS

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O último adversário do Drones Ijuí na primeira fase da Copa Sul é contra o Criciúma Miners. Os carvoeiros inclusive já fizeram a estreia na IV Copa Sul. No último domingo, 07, venceu o Itajaí Dockers por 16×00. O treinador Ângelo Coffy destacou que a chuva prejudicou o planejamento, tanto do ataque quando da defesa. Entretanto, o Miners conseguiu atingir uma meta: não levar pontos. Contudo, Coffy não assume o favoritismo do seu time. Para ele, o fato da equipe contar com um jogador americano acaba chamando a atenção de forma indevida.

O primeiro semestre foi “excelente”, segundo ele. Tanto que – pela dificuldade do estadual catarinense – o Miners não fez amistoso. A intenção era avançar pela primeira vez para os playoffs, e conseguiu.

Dois jogadores estão se recuperando no departamento médico, mas estarão disponíveis para o próximo compromisso na competição. Há três anos, os jogadores da defesa são os mesmos. Ângelo Coffy avalia que isso é muito importante. Ainda assim, foram agregadas peças ao elenco por meio de try-outs. As seletivas puderam apresentar bons jogadores.

“Não é toda seletiva que apresenta jogadores qualificados. Esse ano a gente conseguiu. Quando pegamos jogadores verdes, levamos quase um ano para deixa-lo pronto.”

Segundo ele, porém, não há ainda trabalho com categoria de base por não haver material humano para isso. Mas exaltou a estrutura do clube para receber os adversários e seus torcedores. Para os jogadores, há parcerias para oferecer suplementação alimentar, academia e tratamento muscular.

Em 2014, o Miners enfrentou o Drones Ijuí num amistoso no poliesportivo, ao lado do Ginásio Municipal Wilson Mânica, na Colmeia do trabalho. Após o jogo, Ângelo Coffy teceu duras críticas ao modo como a Federação Gaúcha da modalidade era gerida e tratava o esporte no Rio Grande Sul. Questionado sobre o que mudou desde então, afirmou que agora o esporte começou a ser levado a sério.

“A federação gaúcha está indo pelo mesmo caminho da Catarinense. Tanto que eu mudei de opinião. O Futebol Americano está evoluindo no Rio Grande do Sul graças ao trabalho dela. (…) naquela época ela não era organizada. Com certeza ano que vem o campeonato local vai ser mais forte”

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