TAC e Bagé terá tira-teima

O Grêmio Esportivo Bagé foi a julgamento nesta quarta-feira, dia dezenove, por ter escalado um jogador de forma irregular. O fato aconteceu no jogo de ida das quartas-de-final da Terceirona gaúcha. O atleta Vítor Oliveira atuou no triunfo por dois a um sobre o Três Passos Atlético Clube no último dia doze. Contudo, o diretor de futebol do TAC, Vinícius Guerra, após o jogo, analisou a situação de cada atleta dos bageenses no BID da CBF e encontrou um problema. O contrato do meio-campista, que entrou em campo aos vinte e cinco minutos do segundo tempo, havia expirado no dia dois de julho. 

O clube acusado, por sua vez, reconheceu o erro. A primeira justificativa foi de falha de digitação no quesito tempo de contrato, que deveria ter sido validado para o mês oito (agosto) e não o mês sete (julho). Em contrapartida, em sua defesa o clube se baseou no sexto parágrafo do artigo do cinquenta e sete do regulamento da terceira divisão estadual. Esse define que, depois de encerrado o período de inscrições, o clube possui – no máximo – quinze dias de prazo para o novo vínculo ser publicado no Boletim Informativo Diário da CBF. 

O caso, por fim, foi avaliado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, em Porto Alegre, nessa quarta-feira, dezenove. O GE Bagé foi enquadrado no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (ler abaixo).

Embora pudesse até ser excluído da competição, o Bagé foi punido com a perda dos pontos do jogo. O embate da volta foi mantido e agendado para o próximo domingo, dia vinte e três, no Estádio da Pedra Moura. O confronto começa às dezesseis horas. O tribunal definiu que, como punição, o TAC seja considerado vencedor do jogo da ida pelo placar de um a zero. Desse modo, joga por um empate ou até pode até perder por um gol de diferença, desde que marque. Aos donos da casa, será preciso vencer por dois gols de diferença.

“Art. 214. Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente. Pena: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente, e multa de R$ 100,00 a R$ 100 mil (NR).
§ 1º Para os fins deste artigo, não serão computados os pontos eventualmente obtidos pelo infrator. (NR).
§ 2º O resultado da partida, prova ou equivalente será mantido, mas à entidade infratora não serão computados eventuais critérios de desempate que lhe beneficiem, constantes do regulamento da competição, como, entre outros, o registro da vitória ou de pontos marcados. (NR).
§ 3º A entidade de prática desportiva que ainda não tiver obtido pontos suficientes ficará com pontos negativos.
§ 4º Não sendo possível aplicar-se a regra prevista neste artigo em face da forma de disputa da competição, o infrator será excluído da competição. (NR)”

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